Uma data para se conscientizar sobre a importância de cuidar do corpo no aspecto físico e mental

Uma data para se conscientizar sobre a importância  de cuidar do corpo no aspecto físico e mental

    Para todos aqueles que atuam no setor de saúde, o dia 5 de agosto tem um significado especial. Nessa data é comemorado o Dia Nacional da Saúde, que surgiu para que as pessoas se conscientizem sobre a importância de cuidar do próprio corpo, tanto em seu aspecto físico quanto mental. 

    Para o Hospital de Caridade de Erechim a data também é importante e serve como um alerta para que as pessoas tenham mais qualidade de vida e se preparem para um envelhecimento saudável. Por isso, fomos ouvir as dicas e orientações da médica Clarissa Molossi, especialista em Medicina Interna e em Geriatria. 

    Segundo Clarissa, saúde é uma palavra oriunda do Latim, salus, que significa ‘bom estado físico, saudação’, relacionado a salvus,  ‘salvo’.  Logo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), saúde é ‘um estado completo de bem-estar físico, mental e social ‘; portanto, mais do que  a simples ausência de doença.


ENVELHECER SAUDÁVEL

    Conforme explica a médica, envelhecer não significa estar doente. “Entretanto, à medida que somamos anos à vida, aumentam as chances de doenças chamadas crônicas (principalmente, hipertensão, diabetes, doenças degenerativas músculo - esqueléticas) impactando diretamente na qualidade de vida. Prevendo essas moléstias, há diversas intervenções cientificamente comprovadas a serem realizadas – de forma prioritária - para amenizar o impacto a longo prazo”, explica Clarissa. 

    Conforme a especialista, algumas maneiras de se preparar é desde muito cedo instituir um hábito de vida saudável e dentro disso é imprescindível: 

- uma alimentação equilibrada, priorizando os alimentos provindos da natureza, como carnes, vegetais, frutas, lacticínios. Evitar ao máximo o consumo de açúcares e manter uma boa ingesta de água;

- atividade física regular, somando pelo menos 3 vezes na semana atividades de aproximadamente 1 hora de intensidade moderada. Também importante salientar que, além disso, e não menos relevante, é aconselhável evitar o comportamento sedentário;

- cuidar da mente, mantendo uma vida social agradável, afastando-se de pessoas tóxicas, por exemplo; períodos de lazer, meditação são outros exemplos;

- exercer hábitos de estímulos cerebrais como leitura, trabalhos manuais, música, artes;

- tentar manter uma boa qualidade de sono;

- realizar um planejamento financeiro para a tão falada ‘velhice’;

- realizar acompanhamento médico regular, o que irá auxiliar no diagnóstico precoce de doenças e/ou calcular riscos futuros e discutir as melhores formas de intervir precocemente. 


COMO PROTEGER O SISTEMA IMUNOLÓGICO FRENTE À COVID-19

    Na avaliação da gerontologista, apesar dos avanços tecnológicos que a sociedade vem conquistando no decorrer de séculos, ainda estamos enraizados na nossa natureza. “Infelizmente, ainda não há nada provado, em termos de medicações, que aumentem a imunidade. Ainda, a atividade física, alimentação equilibrada e boa qualidade de sono, são os principais pilares – e esses sim comprovados cientificamente – capazes de melhorar nosso sistema imunológico”, afirma. 

    Contudo, ela diz que parece haver uma melhora na nossa capacidade imunológica à COVID-19 relacionada a manutenção de altos níveis da vitamina D (a famosa vitamina do sol). “Teoricamente, quem está com uma alimentação em dia, está suprindo com as necessidades de vitaminas e componentes nutricionais que por si mantém o sistema imune intacto. Claro, em casos onde a alimentação não é eficaz (como, por exemplo, descompensação de doenças prévias, câncer, distúrbios de deglutição) a suplementação bem orientada nesses casos pode ser útil, mas deverá ser individualizada”, esclarece.


DICAS DE ATIVIDADES EM ÉPOCA DE ISOLAMENTO

    As dicas de Clarissa Molossi são as seguintes, além das já descritas anteriormente: 

- Concentrar em ajustar na rotina a implementação de atividade física regular. Essa talvez seja a mais importante, uma vez que é capaz, além de auxiliar na prevenção, também tratar doenças e amenizar a progressão delas, além de promover um envelhecimento com uma independência física maior e por mais tempo. “Esta independência é o maior fator ligado a qualidade de vida segundo pesquisas”, reforça.

     Segundo a médica, a atividade física ‘ideal’ seria um misto de diversos sistemas, que incluiriam alongamentos, exercícios aeróbicos e os resistidos. Na vigência da pandemia os alongamentos 2 a 3x na semana poderiam ser realizados em casa; já os exercícios aeróbicos, como caminhadas, bicicleta, corrida, realizados pelo menos 3x na semana ao ar livre com os devidos cuidados (evitar lugares de muita circulação, usar máscara); já os exercícios resistidos, que seriam aqueles com estímulo direto muscular – por exemplo,  a musculação ou até exercícios com elásticos (estes com facilidade maior por poderem ser realizados em casa) – deveriam estar presentes 2x na semana. Todos eles podem ser realizados no mesmo dia. E para otimização dos resultados, um seguimento com profissional da saúde é pertinente.


NÃO HÁ POLÍTICAS PÚBLICAS PARA O ENVELHECIMENTO 

    De acordo com a especialista, infelizmente não há um preparo para o envelhecimento populacional por parte de governos e governantes. “Nota-se nos países desenvolvidos já uma grande preocupação, uma vez o envelhecimento populacional sendo uma questão inexorável, os gastos em saúde com esta população é gritante”, explica. Na sua avaliação, o mundo moderno, apesar dos diversos avanços, não se preparou para esta transição demográfica. As doenças crônicas somadas aos maus hábitos de vida, acumulam milhões de pessoas em situações de risco. A queda da taxa de natalidade e com a população mais idosa, gera, exponencialmente, cada vez menos mão de obra para suprir as necessidades destas. Outro ponto ligado a isso,  que a médica chama a atenção é para quem cuidará desses idosos. Por isso, ela assegura que é fundamental investir em ações de prevenção ao longo de todo o curso da vida, com o intuito de preservar a autonomia e independência pelo maior tempo possível, enquanto políticas públicas tentam, em uma corrida contra o tempo, amenizar os danos já estabelecidos por esta alteração rápida do perfil demográfico.


O QUE É A GERIATRIA 

    O médico Geriatra é um clínico geral especializado nas singularidades do paciente idoso, tal qual nas condições de saúde capazes de interferir em um envelhecimento bem ou mal sucedido. Para isso, o geriatra tem como algumas de suas atribuições:

- compreender as múltiplas variáveis que podem interferir e predizer sobre a saúde e a doença, bem como a inter-relação entre todos os órgãos e sistemas

- estudar o caso em específico, avaliar riscos e benefícios,  ajudando também a compreender as informações -  hoje em dia amplamente disponíveis – ,somado ao uso de bom senso e empatia, nas condutas a serem adotadas respeitando seus valores

- em situações de final de vida, discutir com paciente e familiares,  formas de ofertar conforto e dignidade

    Logo, não há uma idade específica para iniciar um acompanhamento geriátrico; dependendo do objetivo pretendido. Contudo, quanto antes o acompanhamento clínico ocorrer, menores as chances de um envelhecimento mal sucedido.



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