Todos devem ter seu nível de colesterol dosado uma vez na vida

Alerta é da endocrinologista Alessandra Giollo

Todos devem ter seu nível de colesterol dosado uma vez na vida

    Para celebrar o Dia Nacional de Combate ao Colesterol, comemorado nesse domingo, 8 de agosto, o Hospital de Caridade de Erechim faz um alerta sobre os riscos e cuidados com o colesterol, um tipo de gordura essencial para o organismo. Ele é utilizado na produção de hormônios esteroides, vitamina D, bile e na formação das membranas celulares. De acordo com a endocrinologista e metabologista, Alessandra Nodari Giollo, em quantidades normais, ele é necessário e não é prejudicial à saúde. “Os riscos à saúde estão relacionados ao excesso de colesterol, chamado de dislipidemia”, esclarece.


TIPOS

    Segundo a médica, o colesterol circula no sangue através de transportadores chamados de lipoproteínas, sendo que as principais são chamadas de HDL (colesterol bom) e LDL (colesterol ruim). “O excesso do LDL no sangue está associado ao desenvolvimento de doenças, enquanto o aumento do HDL pode inclusive proteger de doenças cardiovasculares”, informa. 

    Conforme explica Alessandra, cerca de 70% do colesterol circulante vêm do fígado e 30% vêm da alimentação. Depois de circular pelo organismo, o colesterol é removido pelo fígado para formar a bile. Essa capacidade de remoção varia de pessoa para pessoa. Portanto, de acordo com Alessandra, o excesso de colesterol no organismo depende basicamente de dois fatores: a dieta com excesso de alimentos ricos em gorduras saturadas, gorduras trans e colesterol, e a redução da capacidade do fígado de remover o colesterol da circulação sanguínea, geralmente por causa genética. 


DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO

    A elevação do colesterol geralmente não causa sintomas, portanto o único meio de diagnosticá-la é pela dosagem dos níveis de colesterol no sangue. Por isso, a médica alerta que todas as pessoas devem ter os níveis de colesterol dosados pelo menos uma vez na vida, principalmente se tiverem fatores de risco para elevação do colesterol, como excesso de peso, sedentarismo e história familiar de dislipidemia. 

    O tratamento varia conforme os níveis de colesterol e deve ser orientado pelo médico, porém a especialista afirma que, em todos os casos, está indicada a mudança de hábitos, com redução da ingesta de alimentos ricos em gorduras saturadas e colesterol, e a prática de atividade física. “Em muitos casos, pode ser necessário o uso de medicações para redução e controle do colesterol, como as estatinas”, comenta. Além disso, ela reforça que é importante frisar que o tratamento deve ser contínuo e para toda a vida, pois ele serve para controlar os níveis de colesterol e prevenir o desenvolvimento de doenças, mas não é curativo. 


RISCO À SAÚDE 

    A endocrinologista relata que o colesterol ruim (LDL) elevado causa doenças cardiovasculares porque se deposita na parede dos vasos sanguíneos formando placas que chamamos de ateromas. Essas placas obstruem as artérias, podendo causar infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral. Quanto mais elevado o colesterol, maior o risco de desenvolver doença cardiovascular. Além disso, a presença de fatores como diabetes, hipertensão, tabagismo, obesidade e sedentarismo aumentam ainda mais o risco de desenvolver esse tipo de doença. “Portanto, é importante também controlar esses fatores risco para evitar complicações”, observa a médica. 


COLESTEROL NA INFÂNCIA

    Segundo Alessandra, as crianças e adolescentes também podem ter colesterol alto. Ela explica que essa elevação está geralmente relacionada ao excesso de peso, ao sedentarismo e à alimentação rica em gorduras. Entretanto, algumas crianças e adolescentes podem ter colesterol alto mesmo com uma dieta saudável, devido a uma causa genética chamada de Hipercolesterolemia familiar. “Portanto, crianças de 2 a 8 anos de idade com excesso de peso, com diagnóstico de diabetes ou que tenham pais com histórico de doença cardíaca ou colesterol alto, devem ter seu colesterol dosado”, aconselha. Além disso, toda criança entre 9 e 12 anos de idade deve ter seu colesterol avaliado pelo menos uma vez. 

    Existem várias causas hereditárias (genéticas) de elevação do colesterol, sendo a mais frequente a Hipercolesterolemia familiar. Nesses casos, a elevação do colesterol é maior e mais precoce, podendo ser detectada ainda na infância. “Devemos suspeitar de causas hereditárias quando existirem pessoas na família com o colesterol muito alto ou história de infarto do coração ou morte súbita antes dos 55 anos de idade nos homens ou antes dos 60 anos nas mulheres”, chama a atenção a endocrinologista.


ALIMENTOS QUE MELHORAM E OS QUE AGRAVAM O COLESTEROL 

    Conforme orienta a médica, o consumo de fibras solúveis (psyllium), feijão, lentilha, nozes, castanhas e cereais integrais (aveia, linhaça, chia) podem promover a redução tanto do colesterol total, quanto do LDL. “Esse benefício é mais evidente quando esses alimentos são utilizados para substituir alimentos que causam elevação do colesterol, como carne vermelha, frituras, manteiga, nata, embutidos (salame, presunto, linguiça), alimentos ultraprocessados e bebidas adoçadas”, comenta. 


MITOS E VERDADES

    Existem vários mitos relacionados ao colesterol, sendo inclusive esse o tema da Campanha Nacional de Combate ao Colesterol da Sociedade Brasileira de Endocrinologia (SBEM) deste ano, informa a endocrinologista Alessandra Giollo.

    Pessoas magras não têm colesterol elevado:  Esse é um dos mitos mais difundidos. Na verdade, o excesso de peso não é único fator relacionado à elevação do colesterol. Fatores como alimentação rica em gorduras saturadas, sedentarismo e alterações genéticas também influenciam no metabolismo do colesterol causando elevação inclusive em pessoas sem excesso de peso. 

    Óleo de coco reduz o colesterol e ainda ajuda no emagrecimento: Conforme a Sociedade Brasileira de Cardiologia, o óleo de coco tem cerca de 90% de gordura saturada, a qual é responsável por elevar o colesterol ruim. Além disso, o consumo de óleo de coco sozinho não auxilia no emagrecimento. Portanto, o consumo de óleo de coco deve ser restrito a no máximo 1 colher de sopa ao dia. 



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