Tireoide produz os hormônios que são o combustível do corpo humano

A glândula atua, entre outros, no crescimento e desenvolvimento de crianças e adolescentes, regulação dos ciclos menstruais, fertilidade, peso e memória

Tireoide produz os hormônios que são o combustível do corpo humano

    Em formato de borboleta, a tireoide é uma glândula que regula a função de órgãos importantes como coração, cérebro, intestino, pulmão, fígado e rins. Localizada na parte anterior do pescoço, logo abaixo do Pomo de Adão, produz os hormônios T3 (triiodotironina) e T4 (tiroxina), e é responsável por garantir o equilíbrio do organismo. 

    Conforme a médica e endocrinologista Gabriele Denti De Geroni, a tireoide é uma das glândulas mais importantes do corpo humano, atuando diretamente no crescimento e desenvolvimento de crianças e adolescentes, regulação dos ciclos menstruais, fertilidade, peso, memória, concentração, humor e no controle emocional. A especialista ainda explica que o hormônio tireoidiano age em praticamente todos os órgãos estimulando várias funções, como se fosse o combustível do organismo. 

    Quando a tireoide não funciona corretamente, porém, ela pode liberar hormônios em quantidade insuficiente (hipotireoidismo) ou em excesso (hipertiroidismo) - o que precisa ser tratado, observa Gabriele. Nos dois casos, o volume da glândula pode aumentar, o que é conhecido como bócio. Estas disfunções são, na maioria dos casos, geneticamente herdadas. 

    Os nódulos são detectados ao exame clínico, ou seja, pela palpação do pescoço e em 95% dos casos são benignos. No caso dos malignos, os pacientes são submetidos a tireodectomia total (retirada da glândula) e reposição hormonal. Felizmente, de acordo com dados da Sociedade Brasileira de Endocrinologia, a maioria dos casos de câncer de tireoide tem um prognóstico positivo quando manejados de forma adequada. 

    O hipotireoidismo é a alteração mais frequente da tireoide, sua prevalência em mulheres é em torno de 10% (aumentando na menopausa). Em homens ele é menos frequente, girando na casa dos 3%.


Fique por dentro:

Hipotireoidismo

    Gabriele Denti De Geroni destaca que o hipotireodismo tem como fatores de risco: sexo feminino, idade superior a 60 anos, doença nodular tireoidiana, história familiar de doença tireoidiana, história prévia de radioterapia de cabeça ou pescoço, deficiência de iodo, uso de alguns medicamentos (entre eles, amiodarona e lítio).

    Entre os sintomas, estão a pele seca e áspera, edema, fraqueza, palidez cutânea, ganho de peso, constipação intestinal, queda de cabelos, etc. São sutis e progridem de forma gradual, muitas vezes sendo confundidos com depressão, sobretudo em idosos.

    Quando ocorre o hipotireoidismo, o coração bate mais devagar, o intestino não funciona corretamente e o crescimento pode ficar comprometido. Diminuição da memória, cansaço excessivo, dores musculares e articulares, sonolência, aumento dos níveis de colesterol no sangue e depressão também são sintomas de hipotireoidismo.

    O diagnóstico é feito através do exame de sangue TSH, que se encontra elevado, bem como da redução de T4. O tratamento é feito através da reposição diária de levotiroxina (T4).


Hipertireoidismo:

    Neste caso, o que ocorre é o excesso de hormônio da glândula tireoide, levando o organismo a funcionar de forma mais acelerada e acarretando diversos problemas. Entre os sintomas estão insônia, irritabilidade, coração acelerado, perda de peso, intestino solto ou diarreia frequente, tremores nas mãos, fraqueza, calor excessivo, aumento do volume do pescoço ou protusão dos olhos. Nestes casos, o ideal é procurar um endocrinologista.

    A doença tem cura, que pode ser através de comprimidos, cirurgia ou iodo radioativo. Gabriele, porém, observa que a pessoa não deve tomar iodo por conta própria. 


Nódulos de tireoide: 

    Muito comuns, os nódulos são formados pelo crescimento anormal das células da tireoide. Podem ser únicos ou múltiplos, sólidos ou císticos, benignos ou malignos (somente 5%) e, habitualmente, não causam sintomas e são descobertos ao acaso, em exames de rotina ou em exames de imagem feitos por outras razões. Em caso de sintomas, quando muito aumentados, podem causar dor, dificuldade para engolir ou sensação de aperto local.


Câncer de tireoide: 

    Conforme a endocrinologista Gabriele Denti De Geroni, ele é mais comum em mulheres jovens. Entre os fatores de risco estão a radiação na região do pescoço (para tratamento de outras doenças), algumas síndromes genéticas e o histórico familiar de câncer de tireoide.

    Habitualmente se dá com o aparecimento de nódulo na região cervical, embora não cause  sintomas, por isso, observa a especialista, a importância do rastreio. Em casos mais avançados, pode ocasionar dor na região cervical anterior, rouquidão e dificuldade para respirar e engolir.


Tireoidites:

    As tireoidites decorrem de um processo inflamatório da glândula tireoide, com liberação desregulada dos hormônios tireoidianos. O quadro clínico é bastante variável, pois depende da fase em que se encontra a doença e a função tireoidiana. Podem ser dos tipos: infecciosa, autoimune e medicamentosa. Também se classificam conforme a evolução clínica em agudas, subagudas e crônicas. O tratamento também varia conforme a etiologia.


Você sabia?

# No dia 25 de maio é celebrado o “Dia Internacional da Tireoide “, com o intuito de conscientizar a população, sobre estar em alerta aos sinais do corpo, devido as patologias da tireoide.

# O principal fator ambiental conhecido causador de doenças de tireoide é o iodo da dieta. Tanto a falta de iodo como o excesso são prejudiciais à glândula e podem causar problemas. Gabriele Denti De Geroni reforça, porém, que não existe ‘dieta’ para a tireoide.

# Em um adulto, a tireoide pode chegar a até 25 gramas.

# O reconhecimento de um nódulo na tireoide pode salvar uma vida. Por isso, a palpação da glândula é de fundamental importância. Se identificado o nódulo, o endocrinologista deve solicitar uma série de exames complementares para confirmar ou descartar a presença de câncer.

# Estima-se que 60% da população brasileira tenha nódulos na tireoide em algum momento da vida. Mas isso não significa que sejam malignos. Apenas 5% são cancerosos.

# Além de se parecer com uma borboleta, a tireoide também lembra o formato de um escudo. Daí o surgimento de seu nome: uma aglutinação dos termos thyreós (escudo) e oidés (forma de).

# Algumas crianças podem nascer com hipotireoidismo. Para detectá-lo, é realizado o chamado Teste do Pezinho, que deve ser feito, preferencialmente, entre o terceiro e quinto dia de vida do bebê.



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