Novembro Azul: um mês de alerta à saúde do homem

Campanha reforça a importância da prevenção ao câncer de próstata

Novembro Azul: um mês de alerta à saúde do homem

    Em nome da saúde masculina, novembro é conhecido como mês azul. A campanha é celebrada nacionalmente com um único objetivo: chamar a atenção dos homens para a prevenção ao câncer de próstata, que é o tumor maligno mais frequente do aparelho gênito urinário do homem e mais comum entre homens com mais de 50 anos.

    No Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens, atrás apenas do câncer de pele não-melanoma. Estimam-se 65.840 novos casos em 2020 com uma mortalidade de 15.576 casos no país, de acordo com o INCA (Instituto Nacional do Câncer). No Rio Grande do Sul, pela estimativa, teremos 3.980 novos casos este ano.

    Segundo o médico urologista Michel João, do Corpo Clínico do Hospital de Caridade de Erechim, exames preventivos periódicos, alimentação saudável (pobre em gordura e carne vermelha), e atividade física são fundamentais à prevenção e para que o diagnóstico não seja feito em estado avançado. É uma doença hereditária e o risco é maior quando há casos na família.


SINTOMAS

    Conforme explica o especialista, no início a doença pode ser assintomática, com o paciente não apresentando nenhum sintoma. Nos casos mais avançados pode apresentar dificuldade para urinar (jato urinário fraco, ter que fazer força para urinar). Também pode apresentar polaciúria (urinar em pouca quantidade e muitas vezes); noctúria (urinar muitas vezes à noite); e hematúria (sangramento na urina). Michel diz que nos casos ainda mais avançados, já com metástases, o paciente pode ter dores nos ossos, inchaço nas pernas, perda de peso e apetite, anemia, pele amarelada, náuseas, vômitos, falta de ar e tosse.


FATORES DE RISCO

    A detecção precoce da doença, assim como de qualquer outro tipo de câncer, quanto mais inicialmente for diagnosticada, maiores serão as chances de cura, além de permitir um tratamento menos agressivo. Confira alguns fatores de risco apontados pelo urologista Michel João:

Idade: A incidência da doença é rara em homens abaixo dos 40 anos; e começa a aumentar a partir dos 50 anos.

História familiar: Ter um parente de primeiro grau com diagnóstico de câncer de próstata aumenta em duas vezes a probabilidade de desenvolver a doença.

Raça: Homens negros têm mais risco.

Dieta: Dietas hipercalóricas, ricas em gorduras e pobres em fibras, frutas e vegetais aumentam o risco.

Obesidade: Homens obesos têm mais riscos.


DIAGNÓSTICO

    Para o urologista, devemos pensar na hipótese de câncer de próstata quando ocorre elevação dos níveis de PSA ou na presença de um nódulo ao exame de toque retal. Segundo ele, o diagnóstico é feito por biópsia da próstata realizado por uma ecografia transretal.


TRATAMENTO

    Conforme explica o médico, o tratamento vai depender do estágio da doença. No estágio inicial, quando o câncer está localizado somente na próstata, pode ser tratado com cirurgia radical (retirada de toda a próstata); radioterapia ou, em alguns casos, observação vigilante.

    Quando a doença está localizada, mas com invasão de estruturas vizinhas, o tratamento é com radioterapia associada com hormonioterapia.

    Já no caso de doença com metástases, o tratamento é feito com hormonioterapia e/ou quimioterapia, tendo várias alternativas de medicamentos e radiofármacos.



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