Médico destaca importância da vacinação para a prevenção de doenças

Médico destaca importância da vacinação para a prevenção de doenças

    No dia 9 de junho celebra-se o Dia Mundial da Imunização. Neste ano, a comemoração será marcada por um momento delicado na saúde mundial: a pandemia do novo coronavírus. Vivemos algo inédito e que nos traz incertezas, especialmente por não haver, ainda, uma vacina à COVID-19.

    É sob este aspecto que o pediatra Alberto André Pippi Schmidt, que integra o Corpo Clínico do Hospital de Caridade, aproveita a data para destacar a importância das vacinas para a proteção de várias doenças. 


Prevenção

    Segundo Schmidt, quando o assunto é saúde, é importante ter em mente que é mais fácil prevenir uma doença do que tratá-la. É isso que as vacinas fazem. Além disso, a imunização protege não só o corpo de quem recebe a vacina, como também da população em geral. “Quem deixa de se vacinar não coloca apenas a própria saúde em risco, mas também a de seus familiares e outras pessoas com quem tem contato, além de contribuir para aumentar a circulação de doenças”, assegura o médico.


Conquista da Humanidade

    Na opinião do pediatra Alberto André Pippi Schmidt, a vacina está entre as grandes conquistas da humanidade, ao lado da água potável, saneamento básico e do antibiótico, fundamentais para manter a saúde, atuar na redução da mortalidade e no crescimento populacional mundial. 

    Para exemplificar, o médico diz que frente a atual pandemia, a chance de lidarmos melhor com a situação é a vacina, pois, com ela, ao termos contato com o vírus, geraríamos anticorpos para defesa do organismo diante da doença. “Assim foi com a varíola, que está erradicada, e assim era com o sarampo, que depois do modismo de não vacinar acabou recrudescendo de novo”, comenta Schmidt, acrescentando que o país está livre da poliomielite, por enquanto, “se continuarem se vacinado”. 

    Por isso, para ele, “a imunização é a melhor maneira de se proteger de uma variedade de doenças graves e de suas complicações, que podem até levar à morte”.


Imunidade e mutações

    Conforme explica o pediatra, ao se vacinar, a pessoa gera imunidade, porém alguns vírus, como os que causam a gripe, sofrem mutações em sua carga genética com certa regularidade, por isso a vacina contra a influenza H1N1 tem que ser feita todos os anos – cabendo atenção especial aos idosos, que devem se vacinar sempre.


Vacina e Segurança

    De acordo com o pediatra, as vacinas são seguras e estimulam o sistema imunológico a proteger a pessoa contra doenças transmissíveis. Eventuais reações, como febre, vermelhidão e dor local, podem ocorrer após a aplicação de uma vacina, mas os benefícios da imunização são muito maiores que os riscos dessas reações temporárias. 

    Schmidt reforça que é importante saber também que toda vacina licenciada para uso passou antes por diversas fases de avaliação, desde os processos iniciais de desenvolvimento até a produção e a fase final que é a aplicação, garantindo assim sua segurança. Além disso, elas são avaliadas e aprovadas por institutos reguladores muito rígidos e independentes. No Brasil, essa função cabe à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), órgão vinculado ao Ministério da Saúde. 

    O Programa de Imunizações do Brasil é um dos maiores do mundo, ofertando 45 diferentes imunobiológicos para toda a população. Há vacinas destinadas a todas as faixas-etárias e campanhas anuais para atualização da caderneta de vacinação.


Propagação

    Um problema apontado pelo pediatra nas doenças virais é o grau de propagação. A H1N1 de 2009 tinha uma velocidade de propagação menor, não infectava tanto como o coronavírus, que infecta tanto como o sarampo. Schmidt ressalta que há casos de varicela que aparecem em escolas em número de três ou quatro crianças infectadas, porém, no caso de sarampo, cujo vírus é muito agressivo e de rápida transmissão, se as crianças não forem vacinadas, todas pegarão a doença. 


MITOS E VERDADES

MITO – Vacinas causam autismo. Não, vacinas não causam autismo. Um estudo apresentado em 1998, que levantou preocupações sobre uma possível relação entre a vacina contra o sarampo, a caxumba, a rubéola e o autismo, foi posteriormente considerado seriamente falho e o artigo foi retirado pela revista que o publicou.


MITO – Melhor para o organismo é deixar ter a doença. Enfermidades como sarampo, caxumba e rubéola são graves e podem levar a complicações sérias em crianças e adultos. Todas essas doenças e o sofrimento que elas causam podem ser prevenidos com vacinas. O fato de não vacinar as crianças faz com que elas fiquem desnecessariamente vulneráveis. Uma pergunta do médico: se criarem a vacina contra o coronavírus você não irá se vacinar? “Claro que sim, porque não se sabe qual será a resposta do seu organismo frente à doença”, ressalta Schmidt.


VERDADE – A vacina é a melhor maneira para prevenir doenças infectocontagiosas. A decisão de não vacinar mais os filhos pode parecer algo individual. Mas, na verdade, é uma questão de saúde pública. “Se existissem vacinas contra a Dengue, Malária e Coronavírus porque não se imunizar? Toda a doença infectocontagiosa que tem uma vacina, tem que vacinar”, assegura Schmidt.



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