Mamografia é a principal forma de detecção precoce do câncer de mama

Mastologistas alertam para a necessidade do diagnóstico precoce

Mamografia é a principal forma de detecção precoce do câncer de mama

    O câncer é o principal problema de saúde pública mundial e já está entre as quatro principais causas de morte prematura (antes dos 70 anos de idade) na maioria dos países, sendo o de mama o tipo mais prevalente entre as mulheres em todo planeta. 

    Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), estima-se cerca de 66 mil novos casos de câncer de mama no Brasil em 2020. A taxa de mortalidade ainda é alta; provavelmente relacionada ao diagnóstico tardio da doença. E o temor dos oncologistas é que a crise do coronavírus acabe resultando num aumento ainda maior no número de vítimas, uma vez que os consultórios médicos estão com menos fluxo de pacientes.

    A elevada taxa de ausência é explicada pelo medo do contágio, que faz com que as pacientes não saiam das residências para as consultas de rotina. Com isso, o diagnóstico é postergado, o que  compromete a sobrevida da paciente, ou seja, diminui a chance de cura. Isso significa que poderá haver aumento do número de tumores em estágio avançado.

    Segundo as médicas mastologistas Clarice de Castro Campos e Paula Vendruscolo Tozatti, integrantes do Corpo Clínico do Hospital de Caridade de Erechim, o câncer de mama pode ser detectado em fases iniciais, em grande parte dos casos, aumentando a possibilidade de tratamentos menos agressivos e com taxas de sucesso satisfatórias. 

    De acordo com as médicas, apesar de todos os avanços na área da mastologia, ainda não foi identificada uma causa específica para o câncer de mama. Sabe-se que existem vários fatores de risco para desenvolver esta doença como: histórico familiar, mutações genéticas, fatores hormonais e fatores comportamentais. Entretanto, elas destacam que apenas 10% de todos os casos de câncer de mama têm como causa a genética.


DIAGNÓSTICO PRECOCE

    As médicas Clarice Campos e Paula Tozatti relatam que no dia a dia observa-se que grande parte dos casos são diagnosticados pela própria paciente, através do autoexame, com a palpação de um nódulo geralmente indolor. “No entanto, o autoexame faz um diagnóstico mais tardio da doença pela dificuldade de se palpar nódulos de pequena dimensão, daí a importância da realização de exames de imagem para rastreamento e diagnóstico mais precoce da doença”, alertam. 

    De acordo com Clarice Campos, a mamografia continua tendo papel indispensável no diagnóstico precoce do câncer de mama, visto que pode detectar o nódulo um a dois anos antes de ele ser palpável clinicamente no autoexame. “Por vezes, a MMG (mamografia) deve ser complementada com o exame de ultrassonografia, principalmente em pacientes jovens que apresentam glândula mamária densa”, observa a médica. Segundo Paula Tozatti, em alguns casos deve-se complementar a investigação através da realização da ressonância magnética das mamas.

    Para as profissionais, a importância da realização dos exames de imagem está na detecção precoce da doença – estabelecendo relação direta com as chances de cura. 

    “Com relação ao autoexame das mamas, ele está indicado em qualquer idade, mas não deve ser substituído pelos exames de imagem, que dão um diagnóstico muito mais precoce. Deve ser feito uma vez por mês (idealmente logo após a menstruação em paciente pré menopausa e uma vez por mês na pós menopausa)”, esclarece Clarice.


SAIBA MAIS

RASTREAMENTO: As mastologistas explicam que o rastreamento é a realização de exames periódicos com a finalidade de detecção precoce. “Em mama, esse rastreamento deve ser feito através de MMG anuais a partir dos 40 anos. Nas pacientes com maior risco de desenvolver a doença (mutação genética confirmada), este deve ser iniciado mais precocemente sob orientação do especialista”, ressaltam.


TRATAMENTO: O tratamento do câncer de mama está diretamente relacionado à idade da paciente e à gravidade da lesão, que é definida pelo tamanho tumoral associado ou não ao acometimento axilar e a outros fatores prognósticos. “O tratamento padrão é sempre cirúrgico, e pode ser realizado antes ou depois do tratamento sistêmico (quimioterapia)”, informam. Atualmente, as cirurgias para câncer de mama têm sido cada mais conservadoras, são as chamadas setorectomias, poupando as pacientes de uma cirurgia tão radical quanto a mastectomia. “Além disso, é realizada a avaliação transoperatória de um linfonodo axilar (chamado sentinela), que se não estiver comprometido evita o esvaziamento axilar, que muitas vezes traz sequelas irreversíveis para a paciente”, destacam.  

Ao finalizarem, as mastologistas reforçam que fazer mamografia e ir ao médico todo ano não vai impedir que a doença apareça. “O objetivo é que, caso o câncer apareça, seja possível identificar na fase mais precoce”, alertam as médicas.



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