Hospital de Caridade promove palestra sobre diabetes

Hospital de Caridade promove palestra sobre diabetes

    Para marcar o Dia Internacional do Diabético, o Hospital de Caridade de Erechim promoveu, em 27 de junho, no auditório do Centro Clínico, palestra com a endocrinologista e metabologista, Gabriele De Geroni, sobre o a doença que foi responsável pela morte de 4 milhões de pessoas em 2017. 

    A médica iniciou sua palestra apresentando estatísticas diversas e preocupantes. De acordo com os dados, o Brasil ocupa o 4º lugar entre os 10 países com maior número de indivíduos com diabetes. São 12,5 milhões de pessoas com o diagnóstico da doença, sendo o 5º em número de pessoas acima de 65 anos e o 4º entre aqueles com maior número de pessoas que desconhecem seu diagnóstico de diabetes mellitus. Segundo a endocrinologista, o país também aparece em 3º lugar em número de crianças e adolescentes com o diabetes Tipo 1. 


Aspectos da doença

    Além de explicar as causas da doença em sua fase crônica, Gabriele falou dos tipos de diabetes e abordou aspectos relacionados a uma alimentação adequada e absorção dos nutrientes; aplicação de insulina; monitorização glicêmica e a importância dos exercícios físicos para o indivíduo com ou sem a doença. Ela também alertou para os cuidados com os pés, sendo a neuropatia a complicação crônica mais comum e mais incapacitante do diabetes. “Ela é responsável por cerca de dois terços das amputações”, alertou.


Controle

    Ao encerrar, a médica foi enfática ao afirmar que, embora a diabetes não tenha cura até o momento, pode ser adequadamente controlada por pessoas bem informadas sobre a doença e que seguem rigorosamente as orientações recebidas pelo médico. 


Saiba mais

    Tipos: A diabetes se divide em duas categorias – tipos 1 e 2. A primeira é uma forma relacionada ao sistema autoimune, em geral identificada na infância ou adolescência. Os pacientes diagnosticados com essa variação são chamados de insulino-dependentes, pois precisam fazer  reposição da insulina, além de se tratarem com outros medicamentos, adotarem alimentação balanceada e realizarem atividade física. Na diabetes do tipo 2, a administração de insulina é necessária apenas em alguns casos. A maior incidência de diabetes se concentra nesse grupo (entre 80-90%), que é quando o organismo não produz insulina suficiente para controlar a taxa de açúcar no sangue, ou não é capaz de usar adequadamente a que produz.

    Obesidade: O aumento do número de diabéticos no mundo pode estar estritamente ligado a um outro crescimento, o da obesidade: em 2025 o Brasil vai ser o 4o país em obesidade no mundo, próximo dos EUA, com 33 milhões de obesos.

    Educar é preciso: A chave é a educação voltada para reduzir a diabetes de tipo 2 – prevenível com dieta e educação alimentar, atividade física e perda de peso.



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