Dia Mundial do Rim faz alerta sobre Doença Renal Crônica

Doença silenciosa demanda diagnóstico precoce

Dia Mundial do Rim faz alerta sobre Doença Renal Crônica

   

    O Dia Mundial do Rim, celebrado no dia 11 de março, terá uma extensa programação em todo o País. A agenda oficial da campanha contará, por exemplo, com a iluminação do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, e do Elevador Carlos Lacerda, na Bahia. Em Erechim, diversos pontos da cidade também receberão iluminação nas cores azul e vermelho para lembrar a data. Camisetas, folders, cartazes, publicações em meios de comunicação e entrevistas também são previstas. 

    Conforme o médico nefrologista, Paulo Dall’Agnol, membro da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), o objetivo da campanha deste ano é aumentar a conscientização da população sobre os sintomas da Doença Renal Crônica (DRC). A DRC, explica o médico, se caracteriza por lesão nos rins que se mantém por três meses ou mais, com diversas consequências. “Em geral, nos estágios iniciais, a DRC é silenciosa. Por isso, o diagnóstico pode ocorrer tardiamente, quando o funcionamento dos rins já está bastante comprometido. Dessa forma, é fundamental a prevenção e o diagnóstico precoce da doença, com exames de baixo custo, como a creatinina no sangue e o exame de urina simples”, pontua Dall´Agnol, que completa observando que é possível viver bem com a doença, fazendo com que o paciente se sinta apoiado.


Saiba mais

  • Atividades de vídeo aulas e podcasts serão promovidas durante toda a Semana da Nefrologia (de 8 a 13 de março) com variados temas.
  • No Dia Mundial do Rim, no ano passado, 710 atividades foram cadastradas em todo o país. Em 2021, a meta da SBN é ultrapassar esse número.


Fatores de risco das doenças renais crônicas, segundo o Ministério da Saúde:

  • Pessoas com diabetes (quer seja do tipo 1 ou do tipo 2).
  • Pessoa hipertensa, definida como valores de pressão arterial acima de 140/90 mmHg em duas medidas com um intervalo de 1 a 2 semanas.
  • Idosos.
  • Portadores de obesidade (IMC > 30 Kg/m²).
  • Histórico de doença do aparelho circulatório (doença coronariana, acidente vascular cerebral, doença vascular periférica, insuficiência cardíaca).
  • Histórico de Doença Renal Crônica na família.
  • Tabagismo.
  • Uso de agentes nefrotóxicos, principalmente medicações que necessitam de ajustes em pacientes com alteração da função renal.


Função dos rins:

Além de eliminar resíduos e líquidos do organismo, os rins executam outras funções importantes:

  • regulam a água do organismo e outros elementos químicos do sangue como o sódio, o potássio, o fósforo e o cálcio;
  • eliminam medicamentos e toxinas introduzidos no organismo;
  • liberam hormônios no sangue.


Esses hormônios:

  • regulam a pressão sanguínea;
  • fabricam células vermelhas do sangue;
  • fortalecem os ossos.


    Na insuficiência renal crônica ocorre a perda parcial da função renal, de forma lenta, progressiva e irreversível; já na insuficiência renal crônica terminal há perda da função renal maior do que 85 a 90%, que leva ao aumento de toxinas e água no organismo mais do que ele consegue suportar, sendo necessário iniciar tratamento que substitua a função dos rins.


Sintomas:

    A maioria das pessoas não apresenta sintomas graves até que a insuficiência renal esteja avançada. Porém, o paciente pode observar que:

  • sente-se mais cansado e com menos energia;
  • tem dificuldades para se concentrar;
  • está com o apetite reduzido;
  • sente dificuldade para dormir;
  • sente cãibras à noite;
  • está com os pés e tornozelos inchados;
  • apresenta inchaço ao redor dos olhos, especialmente pela manhã;
  • está com a pele seca e irritada;
  • urina com mais frequência, especialmente à noite.


Tratamento conservador: 

    Realizado por meio de orientações importantes, medicamentos e dieta, visando conservar a função dos rins que já têm perda crônica e irreversível, tentando evitar, o máximo possível, o início da diálise - tratamento realizado para substituir algumas das funções dos rins, ou seja, retirar as toxinas e o excesso de água e sais minerais do organismo.


Transplante renal: 

    Tratamento em que, por meio de uma cirurgia, o paciente recebe um rim de um doador (vivo ou cadáver). Neste tratamento o paciente tem que fazer uso de medicações que inibem a reação do organismo contra organismos estranhos, neste caso, o rim de outra pessoa, para evitar a rejeição do “novo rim”. Necessita de acompanhamento médico contínuo.


Prevenção:

  • fazer exames periódicos com acompanhamento médico;
  • seguir o tratamento prescrito para diabetes e/ou pressão alta;
  • perder excesso de peso seguindo uma dieta saudável e um programa de exercícios periódicos;
  • parar de fumar, se for fumante;
  • evitar o uso de grandes quantidades de analgésicos vendidos sem receita;
  • fazer mudanças na dieta, como reduzir o sal e a proteína;
  • limitar a ingestão de bebidas alcoólicas.


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