Dia Mundial de Combate ao Diabetes: como prevenir e controlar a doença

Dia Mundial de Combate ao Diabetes: como prevenir e controlar a doença

    

    O mês de novembro também é marcado com o Dia Mundial de Combate ao Diabetes, campanha criada com intuito de conscientizar a população para a prevenção. Diabetes Mellitus é uma doença caracterizada pela elevação dos níveis de glicose no sangue, a hiperglicemia.  Pode ocorrer devido a defeitos na secreção ou na ação do hormônio insulina, que é produzido pelo pâncreas.  

    Segundo a médica endocrinologista, Leilaine de Luca, do Corpo Clínico do Hospital de Caridade de Erechim, o diabetes é uma doença que requer muitos cuidados para evitar complicações e até o óbito. Estima-se que a cada dez segundos uma pessoa morra de diabetes no mundo. 

    Classicamente há dois tipos de diabetes: o tipo 1, que é aquele causado pela falta de produção de insulina pelo pâncreas e que ocorre mais frequentemente em crianças e jovens; e o tipo 2, que é caracterizado pela incapacidade do organismo utilizar a insulina produzida. A médica comenta que com a evolução do conhecimento da doença mostrou-se que existem outros tipos de diabetes, como os que ocorrem em algumas gestações, o diabetes tipo Mody e o diabetes tipo Lada.

    Leilaine de Luca explica que os sintomas que caracterizam o diabetes são excesso de sede e fome, aumento do volume urinário, emagrecimento, cansaço excessivo e náuseas. O diagnóstico é feito com dosagem de glicose no sangue. 

    Os principais exames para o diagnóstico do diabetes são a glicemia capilar (com amostra de sangue colhida na polpa digital), a dosagem de glicose no sangue venoso, a dosagem de hemoglobina glicada e, muitas vezes, também através de curva glicêmica, que são dosagens seriadas de glicemia após administração oral de glicose em doses previamente determinadas. 


FATORES DE RISCO

    Os fatores de risco mais comuns são sobrepeso, obesidade, sedentarismo, etilismo, história familiar de diabetes, gestação em mulheres com obesidade e idade superior a 45 anos. 

    De acordo com a endocrinologista, o tratamento deve ser sempre individualizado e vai depender do tipo de diabetes que o paciente apresenta. No tipo 1, o tratamento é sempre com insulina. “Para o tipo 2, diabete gestacional, Lada e Mody, deve-se avaliar o tempo de evolução da doença e o quadro clínico para decidir a terapia adequada”, relata.  

    A prevenção do diabetes se faz com manutenção do peso adequado, dieta saudável, atividade física regular e evitando-se o uso abusivo de álcool. 

    A médica observa que as complicações do diabetes que levam a limitações físicas são decorrentes do mal controle da doença. “Pacientes com mal controle de sua glicemia estão mais vulneráveis a essas complicações. A chave para evita-las é o bom controle da doença”. 


AVANÇOS

    Nos últimos anos o tratamento do diabetes vem apresentando grande evolução. Isto ocorre tanto na qualidade das insulinas em relação ao método de aplicação (uso de seringas semelhantes a canetas), quanto no tempo de ação das novas insulinas. Também a aplicação de insulina com dispositivos de última geração (pâncreas artificial) vem revolucionando o tratamento do diabetes tipo 1. Há ainda novas drogas orais e injetáveis, com excelentes resultados no controle da doença. 

    Para a especialista, ter qualidade de vida é sentir-se bem fisicamente com gratificações na vida social, afetiva e profissional. Atualmente, com a facilidade para conhecer a doença e com o desenvolvimento de novas drogas para o tratamento, é possível que a pessoa diabética possa ter uma boa qualidade de vida. 


DIABETES X COVID-19

    Pessoas diabéticas, sobretudo aquelas com mal controle da glicose no sangue, têm mais risco de complicações quando contraem doenças infecciosas como a Covid19. Ao adoecer por qualquer vírus devem ter cuidados especiais no controle glicêmico. “Aquelas de maior risco são pessoas com níveis consistentemente elevados de açúcar no sangue e aquelas com uma segunda doença crônica, especialmente doenças cardíacas ou pulmonares”, afirma.


MITOS

    Segundo a endocrinologista Leilaine de Luca, existem muitos mitos em relação ao diabetes. “O que se houve mais comumente são que frutas são alimentos saudáveis e que por isso podem ser ingeridas à vontade e que o uso de chás e outras ervas podem curar a doença. “Mas o que está provado cientificamente é que o diagnóstico precoce, o tratamento com dieta individualizada e medicação correta para cada tipo de diabete permite que a pessoa tenha uma ótima qualidade de vida, sem diminuição de sua expectativa”, finaliza a médica. 



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