Câncer de colo de útero: vacinação e exames preventivos são decisivos para evitar a doença

Tumor está entre os mais frequentes entre as mulheres, atrás dos de mama e de cólon e reto, além do de pele não melanoma, o mais comum, mas de menor gravidade.

Câncer de colo de útero: vacinação e exames preventivos são decisivos para evitar a doença

    De cada 100 mil mulheres brasileiras, 15 deverão ter, em 2020, câncer de colo de útero, segundo estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA). O total previsto é de 16.590 novos casos da doença só neste ano, com um número de vítimas superior a 6 mil, o que o coloca como a quarta causa de morte de mulheres por câncer no país. 

    Para a oncologista Adriana Wilk, que integra o corpo clínico do Hospital de Caridade de Erechim, os números indicam que o câncer cervical, como também é chamado, precisa ser encarado com responsabilidade. A médica explica que ele é causado pela infecção persistente por alguns tipos do Papilomavírus Humano - HPV (chamados de tipos oncogênicos). A infecção genital pelo vírus é muito frequente e não causa doença na maioria das vezes, entretanto, destaca Wilk, em alguns casos, ocorrem alterações celulares que podem evoluir para o câncer. As alterações, contudo, são descobertas facilmente desde que se faça o exame preventivo (conhecido também como Papanicolau), e são curáveis em boa parte dos casos. Por isso, a profissional observa: é importante a realização periódica do exame.

    Outro ponto determinante para redução dos índices da doença é a vacinação das mulheres (contra o HPV). Mas, para isso, Adriana Wilk observa que a população precisa estar bem informada, deixando o preconceito de lado. “A boa notícia é que se trata de um câncer que podemos prevenir; a má é que não estamos fazendo isso como deveríamos. Precisamos investir na divulgação dos caminhos que as mulheres devem seguir para evitar a doença”, resume a profissional.

    Adriana Wilk reforça que a prevenção primária do câncer do colo do útero está relacionada à diminuição do risco de contágio pelo Papilomavírus Humano (HPV). A transmissão da infecção ocorre por via sexual. Consequentemente, o uso de preservativos (camisinha masculina ou feminina) durante a relação sexual com penetração protege parcialmente do contágio pelo HPV, que também pode ocorrer pelo contato com a pele da vulva, região perineal, perianal e bolsa escrotal.


Vacinação contra o HPV

    O Ministério da Saúde implementou no calendário vacinal, em 2014, a vacina tetravalente contra o HPV para meninas de 9 a 13 anos. A partir de 2017, o Ministério estendeu a vacina para meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos (uma vez que os homens são , na maioria dos casos, portadores assintomáticos do HPV). Essa vacina protege contra os tipos 6, 11, 16 e 18 do HPV. Os dois primeiros causam verrugas genitais e os dois últimos são responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer do colo do útero.

    A vacinação e a realização do exame preventivo (Papanicolau) se complementam como ações de prevenção desse tipo de câncer. Mesmo as mulheres vacinadas, quando alcançarem a idade preconizada (a partir dos 25 anos, ou a partir da primeira relação sexual), deverão fazer o exame preventivo periodicamente, pois a vacina não protege contra todos os tipos oncogênicos do HPV.


O que aumenta o risco

- Início precoce da atividade sexual e múltiplos parceiros. 

- Tabagismo (a doença está diretamente relacionada à quantidade de cigarros fumados).

- Uso prolongado de pílulas anticoncepcionais.


Saiba mais: 

# O exame preventivo do câncer do colo do útero (Papanicolau) é a principal estratégia para detectar lesões precursoras e fazer o diagnóstico precoce da doença. O exame pode ser feito em postos ou unidades de saúde da rede pública que tenham profissionais capacitados. Sua realização periódica permite reduzir a ocorrência e a mortalidade pela doença.

# O exame preventivo é indolor, simples e rápido. Pode, no máximo, causar um pequeno desconforto. Para garantir um resultado correto, a mulher não deve ter relações sexuais (mesmo com camisinha) no dia anterior ao exame; evitar também o uso de duchas, medicamentos vaginais e anticoncepcionais locais nas 48 horas anteriores à realização do exame. É importante também que não esteja menstruada, porque a presença de sangue pode alterar o resultado. Mulheres grávidas também podem se submeter ao exame, sem prejuízo para sua saúde ou a do bebê.


O exame preventivo

    Adriana Wilk observa que toda mulher que tem ou já teve vida sexual e que estão entre 25 e 64 anos de idade deve fazer o exame. Devido à longa evolução da doença, ele pode ser realizado a até cada três anos, conforme avaliação de seu medico(a) assistente. Para maior segurança do diagnóstico, os dois primeiros exames devem ser anuais. Se os resultados estiverem normais, sua repetição só será necessária após dois a três anos, conforme preconiza o ministério da saúde. Porém, caso seja feito anual, maior é a chance de diagnóstico inicial das lesões e intervenção precoce.


Resultado (recomendações feitas pelo Instituto Nacional do Câncer - INCA)

Se o exame acusou:

- Negativo para câncer: Se esse for o seu primeiro resultado negativo, você deverá fazer novo exame preventivo daqui a um ano. Se você já tem um resultado negativo no ano anterior, deverá fazer o próximo exame preventivo daqui a três anos;

- Infecção pelo HPV ou lesão de baixo grau: Você deverá repetir o exame daqui a seis meses;

- Lesão de alto grau: O médico ginecologista decidirá a melhor conduta. Você vai precisar fazer outros exames, como a colposcopia; 

- Amostra insatisfatória: A quantidade coletada de material não foi suficiente para fazer o exame. Você deve repetir o exame logo que for possível.

Em todos as situações, é importante seguir as recomendações médicas.


Sinais e sintomas

O câncer do colo do útero é uma doença de desenvolvimento lento, que pode não manifestar sintomas em fase precoce. Porém os sintomas mais comuns sangramento vaginal intermitente (que vai e volta) ou após a relação sexual, secreção vaginal anormal e dor abdominal no baixo ventre, associada ou não, à queixas urinárias ou intestinais.


Tratamento

O tratamento para cada caso deve ser avaliado e orientado por um médico especialista nesta área . Entre os tratamentos para o câncer do colo do útero estão a cirurgia, a quimioterapia e a radioterapia. O tipo de tratamento dependerá do estadiamento (estágio de evolução) da doença, tamanho do tumor e fatores pessoais, como idade da paciente e desejo de ter filhos, salientando -se que quanto mais precoce for o diagnóstico, menos invasivos serão os procedimentos.



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